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sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

A Chamada de Abraão


Depois de ter eleito Abraão em Seu coração, Deus o chamou e disse claramente: "Sai da tua terra, da tua parentela e da casa de teu pai e vai para a terra que te mostrarei" (Gênesis 12.1).
Este foi o primeiro teste de Abraão. Ele teria de sair da sua terra pagã, da sua parentela pagã e da casa pagã de seu pai. Deixar sua terra natal, suas propriedades, seus costumes, seus amigos, enfim, deixar tudo para trás.
Sua entraga a Deus significava a separação do seu mundo. O plano divino exigia a sua saída daquele lugar. O Senhor não poderia lapidá-lo, de acordo com a Sua vontade, enquanto ele estivesse sujeito às influências daquela sociedade.
Tirá-lo dali e ensiná-lo a viver na dependência da sua fé nas promessas de Deus era fundamental para a criação de uma nação forte, invencível e inabalável.
Por outro lado, para sair pelo deserto em direção a uma terra indefinida, sem mapa e sem pista, era realmete um desafio à sua crença. À primeira vista, Deus não lhe deu nenhuma orientação por onde deveria começar, muito menos a direção Norte, Sul, Leste ou Oeste.
Primeiro ele teria sair de onde estava, e a partir de então o Senhor, iria lhe encaminhando. Abraão teria de aprender a depender do pão-nosso-de-cada-dia, dia após dia, pelo deserto.
É como o Senhor Jesus nos ensina: "Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, tome a sua cruz e siga-me" (Mateus 16.24).
Mas seguir para onde? Não importa! Quem quiser seguí-lO, não precisa saber para onde: basta apenas confiar na Sua liderança. O cristão vive pela fé, isto é, na certeza de que Deus irá fazer exatamente o que prometeu que faria!
Ur era uma cidade da Mesopotâmea, terra dos caudeus, localizada entre os rios Tigre e Eufrates, próspera e importante, dado o seu desenvolvimento.
Era preciso coragem e audácia para não dar ouvidos nem a familiares, nem a amigos, mas apenas a Deus. O Senhor mesmo iria guiá-lo pelo deserto e mostrar a terra prometida. A certeza absoluta de que Ele iria cumprir aquilo que havia prometido era a única coisa latente no seu coração.
A verdade é que se alguem se dispõe a colher os frutos da fé de Abraão, tem que pagar o preço, tal qual ele pagou. É extremamente importante notar, na sua chamada a primeira palavra usada por Deus: "sai".
Podemos admirar a grandeza de fé e seus resultados na vida de Abraão durante os seus cem anos de comunhão com Deus, mas não podemos esquecer que a sua primeira atitude em relação ao Senhor foi sua obediência irrestrita, quando deixou sua terra, sua parentela e a casa de seu pai.
Com isso aprendemos que antes de Deus nos tornar uma benção somos obrigados a deixar "nossa terra", que simboliza nossos hábitos pecaminosos; deixar "nossa parentela", que tipifica nossos costumes e tradição religiosa; e, finalmente, deixar "a casa de nosso pai", ou seja, deixar a liderança da voz paterna no nosso coração e substituí-la pela voz de Deus.

Muitas pessoas têm resistido ferozmente a sair da sua vida errada para ir ao encontro de Deus, mas lutam com todas as suas forças para que Deus saia do Seu trono e as abençoe no pecado que vivem.

No tempo de abraão, somente pessoas extremamente pobres e fugitivas abandonavam os familiares e a terra natal. Ele não era nenhum "João Ninguém", que nada tivesse a perder deixando sua terra, sua parentela e a casa de seu pai. Não! O fato de o nome Sarai significar "princesa", e Abrão "pai exaltado", traz a idéia de Abraão pertencer a uma família importante entre os seus contemporâneos.

Aos olhos da razão, deixar a própria pátria significava renunciar à herança patrimonial dos pais; deixar a parentela significava renuncias ao clã e deixar a casa do pai significava renuncias à responsabilidade de liderança da família. Certamente Abraão seria o substituto de seu pai no estabelecimento das gerações futuras.

E Abraão saiu da sua terra, da sua parentela e da casa de seu pai com uma mulher estéril! Se permanecesse entre seus familiares, poderia até gerar filhos dentre sua parentela, e, assim, conservar sua descendência, mas abandonar tudo em obediência à Palavra de Alguém ainda desconhecido era, humanamente falando, uma loucura. Como a fé! A fé é loucura para os que se perdem (1 Coríntios 1.18).

Hoje temos fartura de exemplos sobre a fidelidade de Deus quanto ao cumprimento de Suas promessas. Já o mesmo não aconteceu com Abraão. Em qual exemplo ele poderia se espelhar, para acreditar? Que garantia o Senhor lhe deu para deixar tudo para trás? Deus lher ordenou que saisse da sua terra e deixasse a sua parentela e a casa de seu pai logo da primeira vez que Se revelou a ele.

Portanto, a obediência de Abraão a Deus não era algo tão simples como se tem imaginado. Ele deixou toda a sua responsabilidade de lado, seus sonhos, seu futuro, para se definir a uma terra ainda indefinida, pelo menos naquele momento da sua chamada.

Ninguém pode pretender ser um vaso na mão de Deus, sem abandonar o estado que se encontra, e renunciar aos seus planos, para um suposto futuro promissor.

A pessoa não pode querer servir a deus e a si mesma, ao mesmo tempo. Se quer servir a Deus, tem que abandonar a vida de pecado; crucificar suas vontades, suas cobiças pessoais; sacrificar seu futuro; enfim, tem que morrer para si mesma, para os parentes e sobretudo para o mundo. Aliás, é exatamente este o preço que o Senhor Jesus cobra dos seus seguidores.

As promessas que o Senhor fez a Abraão eram sobremodo grandes, muito além do que ele podia imaginar. Ele não tinha nem idéia da grandeza e extensão delas, mas com certeza ter um filho com Sara era sua idéia fixa.


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terça-feira, 24 de novembro de 2009

A Escolha de Abraão


"Lembrai-vos dos vossos guias, os quais vos pregaram a palavra de Deus; e, considerando atentamente o fim de sua vida, imitai a fé que tiveram." Hebreus 13:7

Como estamos vivendo a Fé de Abraão e como o próprio Deus nos manda imitar a fé dele, a partir de hoje, estarei postando aqui, um estudo mais aprofundado da vida e da fé de Abraão, para que possamos entender melhor a fé desse homem, que graças a grandeza da sua fé, hoje é considerado o pai de uma NUMEROSA NAÇÃO...

Então aqui vai a 1ª Parte:

A pergunta é: por que Deus escolheu Abraão? O que moveu o Seu coração nessa escolha? Fidelidade. Sim, positivamente a fidelidade foi uma característica marcante na vida deste homem.

Mesmo vivendo numa terra pagã, onde a promiscuidade era motivo de cultos e louvores aos deuses, Abraão se manteve fiel à sua única esposa. Amada e respeitada, Sara, por sua vez, correspondia à fidelidade de seu marido, a ponto de considerá-lo seu senhor.

Certamente Deus viu que se Abraão podia ser fiel à sua mulher, mesmo sendo ela estéril, também seria fiel a Ele, como servo! E esta é uma das razões da diferença entre servos e servos, cristãos e cristãos...

Antes de a pessoa ser eleita, primeiro ela precisa ser candidata. Eleito é aquele que, tendo passado pelo processo de escolha, é aprovado. O Senhor Jesus mesmo disse que "muitos são chamados, mais poucos escolhidos" (Mateus 20.16;22.14).

Poderiamos compreender essa palavra como muitos são os candidatos, mas poucos são os eleitos". E a escolha dos candidatos à eleição sugere que a pessoa seja, acima de tudo, fiel. Se a pessoa não consegue ser fiel a quem vê, como o será a quem não vê?

As promessas de Deus são claramentes dirigidas aos eleitos, ou seja, àqueles que se mantêm fiéis até o fim: " Sê fiel até à morte, e dar-te-ei a coroa da vida" (Apocalipse 2.10).

Para estes está determinado: " Não edificarão para os outros habitarem; não plantarão para que outros comam; porque a longevidade do meu povo será como a árvore, e os meus eleitos desfrutarão de todo as obras de suas próprias mãos" (Isaías 65.22).

Um pai rico confiaria sua herança nas mãos do filho fiel ou do infiel? Deus tampouco pode confiar Suas bênçãos infindas nas mãos de filhos infiéis. Portanto, antes que alguém se disponha a exigir a fidelidade de Deus no cumprimento de Suas promessas, precisa se examinar, se está sendo fiel à sua conduta cristã.


Baseado no livro " A Fé de Abraão" do Bispo Macedo.
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